sexta-feira, 6 de março de 2015

O logótipo dos Bon Jovi - Proj. #1

As pesquisas anteriormente referidas despertaram-me a atenção e o interesse pela descoberta de novos significados nos objectos que sempre me rodearam. 

A verdade é que nos habituamos muito facilmente à realidade, não precisamos de muitos anos para perder o interesse e o encanto pelo mundo que nos rodeia (alguém ainda se recorda de quando foi a última vez que arregalamos os olhos e sorrimos perante uma cor/ uma expressão ou uma forma ?) e esta unidade curricular, efectivamente, consegue (re)despertar esta curiosidade. Começamos a ver o mundo e com isso o mundo rapidamente ganha outro encanto e adquire um novo interesse sem precedentes. Tornámos-nos mais curiosos e mais atentos e com isso percebemos que há todo um conhecimento por explorar. 
Nesse sentido, resolvi pesquisar sobre o significado do logótipo dos Bon Jovi. 
Olhando para este a primeira coisa que percepcionamos é um coração vermelho, no qual consta o nome da banda, e uma adaga com asas . Assim, e segundo alguns designers, o emblema simboliza o coração partido da Virgem Maria perante a morte do seu filho, Jesus Cristo. O coração representa o centro das emoções e a própria essência de uma pessoa. Já a adaga é uma arma furtiva usada por assassinos pois pode ser facilmente escondida e é silenciosa. Como tal, simboliza muito mais do que apenas uma facada , levando consigo um sentido adicional de traição e mágoa - uma vez que o atacante tinha que estar perto de ser eficaz. Assim, o coração perfurado por um punhal é essencialmente a representação de um coração em grande dor ,
Já a nível de cores o dourado presente nas asas remete para a excelência e a grandiosidade da banda  e o vermelho do coração remete para a paixão, energia e excitação que esta provoca nos fãs. 

Deixo aqui o logótipo da banda para quem não conhece ver, ou mesmo para quem já conhece ter a oportunidade de a VER no verdadeiro sentido da palavra ! 

Logótipo da banda Bon Jovi

Os elementos básicos da comunicação visual - Proj #1

Como já tinha referido no post anterior, nesta publicação vou falar sobre os elementos básicos da comunicação visual.
Tudo é formado a partir de alguns elementos visuais básicos: o ponto, a linha, a forma, a direcção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escala e o movimento. Estes elementos básicos são as partes que constituem o todo – um objecto, acontecimento, etc. Para analisarmos e conhecer-mos o todo de modo mais consistente temos então que decompô-lo e considerar, de modo isolado, cada uma das suas partes. 
A escolha dos elementos é realizado tendo em consideração o objectivo do artista e, nesse sentido, pode-se afirmar que as suas opções são infinitas. Isto porque cada um dos elementos, por si só, tem um poder imenso no que toca à transmissão de ideias e ideais e é exactamente isso que apresento a seguir: 


Comecemos pelo PONTO. Esta é a unidade mais simples, necessária e irredutível da comunicação visual. Diversos pontos ligados entre si são capazes de guiar a visão. 

Este é utilizado pode criar a ilusão de cor ou tom.
“Num papel vazio, temos a sensação de estar sempre procurando algo, como se nossos olhos buscassem um lugar para se deterem. Um pequeno ponto já nos leva a soltar nossa imaginação e viajar. Isso sem dizer também que é com ele que tudo começa, ou seja, ao tocarmos o lápis no papel, antes de qualquer outro movimento, num simples contacto, encontramos um ponto. Trabalhamos com ponto, podemos obter efeitos de luz e sombras, volume ou profundidade.” (1)
Exemplo de pontilhismo por Paul Signac

Quando os pontos estão tão próximos entre si de modo a que se torna impossível distingui-los individualmente forma-se a LINHA. Esta também pode ser definida como um ponto em movimento. A linha reforça a liberdade de experimentação sendo um meio de apresentar “aquilo que ainda não existe, a não ser na imaginação” (2)
Este elemento de comunicação é livre, flexível, sóbria, tendo um propósito e direcção. 
Este é o elemento visual por excelência pois basta alterar ligeiramente a sua forma para expressar intenções completamente distintas. Nesse sentido, ao desenharmos uma linha de modo aleatório podemos representar a indisciplina, espontaneidade ou até o nervosismo. Já ao desenharmos uma linha horizontal provocamos a impressão de repouso; uma linha curva transmite a ideia de movimento, instabilidade e alegria, e linha recta produz uma sensação de tranquilidade, de segurança e estabilidade. É, acima de tudo, absolutamente incrível o poder e o valor que está por detrás de uma simples linha (que de simples acaba por ter muito pouco).


O uso de linhas por M.C. Escher
A FORMA é o segundo elemento mais usado no design, a seguir ao ponto, sendo um agregado de linhas combinadas para formar um novo elemento. Em "Sintaxe da linguagem visual", Dondis (1997) afirma mesmo que a linha descreve uma forma, ou seja, a linha é que articula a complexidade da forma, sendo que existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. Estas têm em comum o facto de serem planas, simples e de ser “a partir de combinações e variações infinitas dessas três formas básicas” (2) que surgem as formas da natureza e da imaginação humana. Segundo FISCHER pode-se até definir “a forma como conservadora e o conteúdo como revolucionário”.


Estas 3 formas básicas  expressam ainda três DIRECÇÕES visuais também elas básicas: a horizontal, a vertical, a diagonal e a curva. Todas estas permitem criar mensagens a nível visual devido ao seu amplo significado. Neste sentido, a direcção horizontal-vertical está associada ao bem-estar, à estabilidade  e à necessidade, inerente ao homem, de procurar o equilíbrio; a direcção diagonal está também associada à estabilidade e ao ameaçador; por fim, a direcção curva está associada à abrangência e à repetição.



O TOM está ligado ao facto de a luz (que circunda os sistemas incidindo sobre objectos que têm claridade ou obscuridade relativa ) se irradiar de modo não uniforme na Natureza. Quando observamos os tons na Natureza vemos então a verdadeira luz pois nesta, entre o claro e o escuro, existem centenas de gradações.  Essas gradações fundamentadas na relação que existe entre a luz e a sombra constituem o tom que, por sua vez, é um dos melhores instrumentos para expressar a dimensão dos sistemas e dar uma ilusão convincente da realidade. O círculo, por exemplo, sem informação tonal nunca iria parecer que possui dimensão de qualquer tipo. 

“O valor tonal é outra maneira de descrever a luz. Graças a ele, e exclusivamente a ele, é que enxergamos” (2)
O tom

O tom é uma representação monocromática que permite substituir a COR. A cor está repleta de informação estando muito ligado às emoções. Esta oferece um vocabulário enorme tendo 3 dimensões : a matiz ou croma (a cor em si existindo 3 matizes elementares: amarelo, vermelho e azul), a saturação (é a pureza relativa de uma cor do matiz ao cinza, contemplando as matizes primários e secundários), e a acromática (é o brilho das gradações tonais, permitindo obter cores mais claras/escuras).
“(…) Revelamos muitas coisas ao mundo sempre que optamos por uma determinada cor.”(2)
Tahitian Landscape - Paul Gauguin - www.paul-gauguin.net
Paul Gauguin e a sua obra "Tahitian Landscape" como um exemplo do poder que a cor pode ter.

A TEXTURA é uma forma de se substituir o tacto. Onde há uma textura as qualidades tácteis e ópticas coexistem.
Der Kuss 1908
"The kiss" é um exemplo de como textura pode substituir o tacto e foi criado por Klimt


A ESCALA, por sua vez, pode ser estabelecida através do tamanho relativo dos objectos, mas também através das suas relações com o campo ou com o ambiente. A nível de escala, os resultados visuais estão sujeitos a muitas variáveis modificadoras. Nesse sentido, mais importante que a medida é aquilo que se encontra ao lado do nosso objecto visual.



A DIMENSÃO, por sua vez, está relacionada com a ilusão dependendo desta. Isto porque, se tivermos em consideração representações bidimensionais da realidade (uma pintura por exemplo) não existe uma dimensão real, mas sim ilusória que é criada, por exemplo, a partir da manipulação de tons. Tendo em consideração o anteriormente referido, é óbvio que é a perspectiva que predomina quando observamos uma fotografia ou desenho e “vemos” dimensão neste. Essa perspectiva é então usada e manipulada pelo artista.



Por fim, o MOVIMENTO, como acontece com a dimensão, encontra-se mais frequentemente de  modo implícito do que explicito. Isto ocorre porque existem diversas técnicas, como já foi anteriormente referido, que enganam o olho, criando a ilusão do movimento.  Acima de tudo, “o milagre do movimento como componente visual é dinâmico” (2)

Para concluir, e utilizando as palavras de Donis Dondis, quero apenas salientar que “o visual tem a velocidade da luz, e pode expressar instantaneamente um grande número de ideias” (2). Nesta perspectiva, o importante a reter é que a linguagem visual não conhece fronteiras nem barreiras, não tem limites nem entraves, sendo livre e ilimitada. 


(1) - BUENO, L. E. B. Linguagem das artes visuais. Curitiba: Ibpex, 2008 p.24-25
(2) - DONDIS, Donis. A Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes. 1991

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O que é o Design ? - Proj. #1

Decidi começar pelo básico no que toca a pesquisas e entender, afinal, no que consiste o design.
Nesse sentido, e citando Alexandre Wollner: "Design é projeto”. 
Ou seja, o design consiste no acto de comunicar uma mensagem através da utilização de  elementos básicos como a forma, a linha, as cores, as texturas, entre outras. Este engloba ainda o acto de idealizar, criar, desenvolver e até especificar artefactos. Segundo Beat Schneider:
"(Design é) a visualização criativa e sistemática dos processos de interacção e das mensagens de diferentes atores sociais."
Assim, este assume-se como sendo uma actividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objectivo. O mundo está em constante mudança e o design é utilizado para antecipar problemas, definir estratégias, gerar oportunidades e projectos desse mesmo mundo. Assim, acima de tudo, este é responsável por conduzir e articular processos de mudança.
O design tem como elementos principais os elementos básicos da comunicação visual: o ponto, a linha, a forma, a direcção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escola e o movimento. Estes elementos constituem a base de tudo o que vemos, que nos rodeia e que constitui o mundo, mas essa questão, pela sua complexidade, irei abordar num outro post.


Trabalho de Andreea Niculae (Designer gráfica)

A inspiração #1 - Proj. #1

Como prometido aqui está a música que escolhi para desenvolver o projecto #1: "It´s my life" dos Bon Jovi.
Escolhi-a porque, na minha opinião, esta remete-nos para a ideia de que a pessoa mais importante na nossa vida somos NÓS próprios. Passamos tanto tempo preocupados com aquilo que os outros dizem, pensam e fazem que, muitas vezes, esquecemos-nos daquilo que NÓS realmente queremos, dos NOSSOS sonhos, dos NOSSOS objectivos e daquilo que, no final de tudo, NOS faz sorrir de modo espontâneo. A verdade é que passamos a maior parte da nossa vida a viver para alguém e esta música realça a importância de deixarmos de o fazer.
Claro que esta poder ter significados diferentes para pessoas diferentes mas há algo que fica na memória: a necessidade de termos coragem para sermos o que queremos ser e claro, a necessidade de termos liberdade para seguirmos esse caminho. Assim, posso ainda referir que esta música me faz pensar em todos aqueles que, em pleno sec. XXI ainda vivem em regimes de ditadura e opressão, nos quais não há espaço para o desenvolver dos seus sonhos.







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Foi assim que começou ...


Com esta publicação dou início a uma nova jornada no meu percurso académico: a criação de um blog no âmbito da unidade curricular de "Design de Comunicação Visual".  Neste irei publicar todos os trabalhos associados a esta disciplina assim como irei revelar todas as minhas inspirações, ideias, gostos e pesquisas. 
Escolhi "Excelsior" para ser o nome do blogue pois esta pequena palavra está carregada de significado - remete para algo que está num nível superior, que é melhor, "supremo".  E é precisamente isto que pretendo atingir com esta plataforma: pretendo dar o meu melhor e desse modo superar-me. 
Na próxima publicação irei revelar a música que seleccionei para levar a cabo a realização da proposta de trabalho nº1, assim como a justificação para essa mesma decisão.

Obrigada !