segunda-feira, 9 de março de 2015

Recolha fotográfica #2 - Proj. 1

Aqui ficam mais algumas imagens captadas no âmbito da percepção de uma nova realidade do mundo que nos rodeia: 










As cores #1 - Proj. #1

Com base nas últimas pesquisas que efectuei comecei a pensar de modo mais sério no desenvolvimento do primeiro projecto. Nesse sentido comecei a pensar em cores, mais especificamente, nas cores que eu poderia associar à música que escolhi. 
A música, como já referi, inspira-me confiança, vontade de mudar, coragem de lutar pelos sonhos, pela  liberdade a que todos temos direito, pelos objectivos e, acima de tudo, pela felicidade. Nesse sentido teria que escolher cores fortes, com vida, que representassem a persistência e a vontade de conquista que associo directamente à música.
Assim, e depois de alguma pesquisa, resolvi que as cores que melhor caracterizam a música são o amarelo, o verde, o vermelho e o laranja. 

  • amarelo - remete para a ideia de liberdade, sucesso e felicidade. Símbolo do optimismo e prosperidade, esta cor constrói confiança, despertando novas esperanças e desinibições. 
  • verde - simboliza esperança. a persistência e a perseverança. Traz confiança. 
  • vermelho - significa liderança, conquista e força de vontade. 
  • laranja - é a cor das pessoas que crêem que tudo é possível. Estimula o optimismo, o encorajamento e o equilíbrio. 
Os significados que indiquei anteriormente são um resumo dos significados que as cores realmente teêm. Se quiserem saber mais ao pormenor ou consultar o significado de outras cores basta clicarem aqui.

As três formas básicas - Proj. #1

Hoje resolvi pesquisar um pouco sobre as três formas básicas referidas no livro "A sintaxe da comunicação visual" de Donis Dondis: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. Cada uma das formas básicas possui características específicas, e a cada uma se atribui significados.
Assim, o quadrado está associado ao enfado, honestidade, integridade e perfeição, referindo-se ao mecânico. Este é uma forma construída, sendo que, não existe na natureza nada que seja exactamente quadrado. Devido às suas características construtivas o quadrado é uma forma que representa rigidez, firmeza e organização. Traduz-se na racionalidade, na precisão. O quadrado agrega ainda significados como solidez, sobriedade, repouso, neutralidade, passividade, estrutura, estabilidade, ordem. Pode indicar frieza e impessoalidade.
O círculo por sua vez está intimamente relacionado com o orgânico, isto porque, na natureza, podemos encontrar a forma circular em quase todas as coisas: nas células e nos seus núcleos celulares, no glóbulo ocular, etc. Este, em oposição ao quadrado, relaciona-se com o incalculável e o natural. Representa a flexibilidade, o infinito, o ilimitado, passa a idéia de totalidade, de movimento, de inovação.
 Já o triângulo está associado à acção, conflito, tensão.
Estas formas básicas têm em comum o facto de serem figuras planas e simples.
“O quadrado é uma figura de quatro lados, com ângulos rectos rigorosamente iguais nos cantos e lados que têm exactamente o mesmo comprimento
O círculo é uma figura continuamente curva, cujo contorno é, em todos os pontos, equidistante de seu ponto central. O triângulo equilátero é uma figura de três lados cujos ângulos e lados são todos iguais.” (1)
Através destas três formas básicas se forma tudo o que nos rodeia, não só ao nível da natureza mas também ao nível da imaginação.
O quadrado e o círculo irão ser utilizados aquando da realização da primeira tarefa e, sendo duas figuras com significados totalmente opostos, irão modificar o sentido e o significado da composição que cada um deles irá conter. 

Quadrado, círculo e triângulo.


(2) - DONDIS, Donis. A Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes. 1991

domingo, 8 de março de 2015

Recolha de fotos #1 - Proj. #1

Motivada pela ideia expressa no post anterior -  que o mundo é muito mais do que aquilo que nós vemos e que muitas vezes basta alterarmos ligeiramente a perspectiva com a qual estamos a fazer essa observação para tudo adquirir um novo significado - resolvi fazer a minha primeira recolha fotográfica ! Aqui ficam algumas das imagens captadas:


































sexta-feira, 6 de março de 2015

O logótipo dos Bon Jovi - Proj. #1

As pesquisas anteriormente referidas despertaram-me a atenção e o interesse pela descoberta de novos significados nos objectos que sempre me rodearam. 

A verdade é que nos habituamos muito facilmente à realidade, não precisamos de muitos anos para perder o interesse e o encanto pelo mundo que nos rodeia (alguém ainda se recorda de quando foi a última vez que arregalamos os olhos e sorrimos perante uma cor/ uma expressão ou uma forma ?) e esta unidade curricular, efectivamente, consegue (re)despertar esta curiosidade. Começamos a ver o mundo e com isso o mundo rapidamente ganha outro encanto e adquire um novo interesse sem precedentes. Tornámos-nos mais curiosos e mais atentos e com isso percebemos que há todo um conhecimento por explorar. 
Nesse sentido, resolvi pesquisar sobre o significado do logótipo dos Bon Jovi. 
Olhando para este a primeira coisa que percepcionamos é um coração vermelho, no qual consta o nome da banda, e uma adaga com asas . Assim, e segundo alguns designers, o emblema simboliza o coração partido da Virgem Maria perante a morte do seu filho, Jesus Cristo. O coração representa o centro das emoções e a própria essência de uma pessoa. Já a adaga é uma arma furtiva usada por assassinos pois pode ser facilmente escondida e é silenciosa. Como tal, simboliza muito mais do que apenas uma facada , levando consigo um sentido adicional de traição e mágoa - uma vez que o atacante tinha que estar perto de ser eficaz. Assim, o coração perfurado por um punhal é essencialmente a representação de um coração em grande dor ,
Já a nível de cores o dourado presente nas asas remete para a excelência e a grandiosidade da banda  e o vermelho do coração remete para a paixão, energia e excitação que esta provoca nos fãs. 

Deixo aqui o logótipo da banda para quem não conhece ver, ou mesmo para quem já conhece ter a oportunidade de a VER no verdadeiro sentido da palavra ! 

Logótipo da banda Bon Jovi

Os elementos básicos da comunicação visual - Proj #1

Como já tinha referido no post anterior, nesta publicação vou falar sobre os elementos básicos da comunicação visual.
Tudo é formado a partir de alguns elementos visuais básicos: o ponto, a linha, a forma, a direcção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escala e o movimento. Estes elementos básicos são as partes que constituem o todo – um objecto, acontecimento, etc. Para analisarmos e conhecer-mos o todo de modo mais consistente temos então que decompô-lo e considerar, de modo isolado, cada uma das suas partes. 
A escolha dos elementos é realizado tendo em consideração o objectivo do artista e, nesse sentido, pode-se afirmar que as suas opções são infinitas. Isto porque cada um dos elementos, por si só, tem um poder imenso no que toca à transmissão de ideias e ideais e é exactamente isso que apresento a seguir: 


Comecemos pelo PONTO. Esta é a unidade mais simples, necessária e irredutível da comunicação visual. Diversos pontos ligados entre si são capazes de guiar a visão. 

Este é utilizado pode criar a ilusão de cor ou tom.
“Num papel vazio, temos a sensação de estar sempre procurando algo, como se nossos olhos buscassem um lugar para se deterem. Um pequeno ponto já nos leva a soltar nossa imaginação e viajar. Isso sem dizer também que é com ele que tudo começa, ou seja, ao tocarmos o lápis no papel, antes de qualquer outro movimento, num simples contacto, encontramos um ponto. Trabalhamos com ponto, podemos obter efeitos de luz e sombras, volume ou profundidade.” (1)
Exemplo de pontilhismo por Paul Signac

Quando os pontos estão tão próximos entre si de modo a que se torna impossível distingui-los individualmente forma-se a LINHA. Esta também pode ser definida como um ponto em movimento. A linha reforça a liberdade de experimentação sendo um meio de apresentar “aquilo que ainda não existe, a não ser na imaginação” (2)
Este elemento de comunicação é livre, flexível, sóbria, tendo um propósito e direcção. 
Este é o elemento visual por excelência pois basta alterar ligeiramente a sua forma para expressar intenções completamente distintas. Nesse sentido, ao desenharmos uma linha de modo aleatório podemos representar a indisciplina, espontaneidade ou até o nervosismo. Já ao desenharmos uma linha horizontal provocamos a impressão de repouso; uma linha curva transmite a ideia de movimento, instabilidade e alegria, e linha recta produz uma sensação de tranquilidade, de segurança e estabilidade. É, acima de tudo, absolutamente incrível o poder e o valor que está por detrás de uma simples linha (que de simples acaba por ter muito pouco).


O uso de linhas por M.C. Escher
A FORMA é o segundo elemento mais usado no design, a seguir ao ponto, sendo um agregado de linhas combinadas para formar um novo elemento. Em "Sintaxe da linguagem visual", Dondis (1997) afirma mesmo que a linha descreve uma forma, ou seja, a linha é que articula a complexidade da forma, sendo que existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. Estas têm em comum o facto de serem planas, simples e de ser “a partir de combinações e variações infinitas dessas três formas básicas” (2) que surgem as formas da natureza e da imaginação humana. Segundo FISCHER pode-se até definir “a forma como conservadora e o conteúdo como revolucionário”.


Estas 3 formas básicas  expressam ainda três DIRECÇÕES visuais também elas básicas: a horizontal, a vertical, a diagonal e a curva. Todas estas permitem criar mensagens a nível visual devido ao seu amplo significado. Neste sentido, a direcção horizontal-vertical está associada ao bem-estar, à estabilidade  e à necessidade, inerente ao homem, de procurar o equilíbrio; a direcção diagonal está também associada à estabilidade e ao ameaçador; por fim, a direcção curva está associada à abrangência e à repetição.



O TOM está ligado ao facto de a luz (que circunda os sistemas incidindo sobre objectos que têm claridade ou obscuridade relativa ) se irradiar de modo não uniforme na Natureza. Quando observamos os tons na Natureza vemos então a verdadeira luz pois nesta, entre o claro e o escuro, existem centenas de gradações.  Essas gradações fundamentadas na relação que existe entre a luz e a sombra constituem o tom que, por sua vez, é um dos melhores instrumentos para expressar a dimensão dos sistemas e dar uma ilusão convincente da realidade. O círculo, por exemplo, sem informação tonal nunca iria parecer que possui dimensão de qualquer tipo. 

“O valor tonal é outra maneira de descrever a luz. Graças a ele, e exclusivamente a ele, é que enxergamos” (2)
O tom

O tom é uma representação monocromática que permite substituir a COR. A cor está repleta de informação estando muito ligado às emoções. Esta oferece um vocabulário enorme tendo 3 dimensões : a matiz ou croma (a cor em si existindo 3 matizes elementares: amarelo, vermelho e azul), a saturação (é a pureza relativa de uma cor do matiz ao cinza, contemplando as matizes primários e secundários), e a acromática (é o brilho das gradações tonais, permitindo obter cores mais claras/escuras).
“(…) Revelamos muitas coisas ao mundo sempre que optamos por uma determinada cor.”(2)
Tahitian Landscape - Paul Gauguin - www.paul-gauguin.net
Paul Gauguin e a sua obra "Tahitian Landscape" como um exemplo do poder que a cor pode ter.

A TEXTURA é uma forma de se substituir o tacto. Onde há uma textura as qualidades tácteis e ópticas coexistem.
Der Kuss 1908
"The kiss" é um exemplo de como textura pode substituir o tacto e foi criado por Klimt


A ESCALA, por sua vez, pode ser estabelecida através do tamanho relativo dos objectos, mas também através das suas relações com o campo ou com o ambiente. A nível de escala, os resultados visuais estão sujeitos a muitas variáveis modificadoras. Nesse sentido, mais importante que a medida é aquilo que se encontra ao lado do nosso objecto visual.



A DIMENSÃO, por sua vez, está relacionada com a ilusão dependendo desta. Isto porque, se tivermos em consideração representações bidimensionais da realidade (uma pintura por exemplo) não existe uma dimensão real, mas sim ilusória que é criada, por exemplo, a partir da manipulação de tons. Tendo em consideração o anteriormente referido, é óbvio que é a perspectiva que predomina quando observamos uma fotografia ou desenho e “vemos” dimensão neste. Essa perspectiva é então usada e manipulada pelo artista.



Por fim, o MOVIMENTO, como acontece com a dimensão, encontra-se mais frequentemente de  modo implícito do que explicito. Isto ocorre porque existem diversas técnicas, como já foi anteriormente referido, que enganam o olho, criando a ilusão do movimento.  Acima de tudo, “o milagre do movimento como componente visual é dinâmico” (2)

Para concluir, e utilizando as palavras de Donis Dondis, quero apenas salientar que “o visual tem a velocidade da luz, e pode expressar instantaneamente um grande número de ideias” (2). Nesta perspectiva, o importante a reter é que a linguagem visual não conhece fronteiras nem barreiras, não tem limites nem entraves, sendo livre e ilimitada. 


(1) - BUENO, L. E. B. Linguagem das artes visuais. Curitiba: Ibpex, 2008 p.24-25
(2) - DONDIS, Donis. A Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes. 1991

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O que é o Design ? - Proj. #1

Decidi começar pelo básico no que toca a pesquisas e entender, afinal, no que consiste o design.
Nesse sentido, e citando Alexandre Wollner: "Design é projeto”. 
Ou seja, o design consiste no acto de comunicar uma mensagem através da utilização de  elementos básicos como a forma, a linha, as cores, as texturas, entre outras. Este engloba ainda o acto de idealizar, criar, desenvolver e até especificar artefactos. Segundo Beat Schneider:
"(Design é) a visualização criativa e sistemática dos processos de interacção e das mensagens de diferentes atores sociais."
Assim, este assume-se como sendo uma actividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objectivo. O mundo está em constante mudança e o design é utilizado para antecipar problemas, definir estratégias, gerar oportunidades e projectos desse mesmo mundo. Assim, acima de tudo, este é responsável por conduzir e articular processos de mudança.
O design tem como elementos principais os elementos básicos da comunicação visual: o ponto, a linha, a forma, a direcção, o tom, a cor, a textura, a dimensão, a escola e o movimento. Estes elementos constituem a base de tudo o que vemos, que nos rodeia e que constitui o mundo, mas essa questão, pela sua complexidade, irei abordar num outro post.


Trabalho de Andreea Niculae (Designer gráfica)